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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames

Cultura Urinaria com Antibiograma (Urocultura)

Material: Urina.

Condições de coleta: Colher amostra de urina preferencialmente com sonda ou por cistocentese (mais recomendado). Acondicionar em recipiente apropriado. Amostra tem que ser coletada de maneira asséptica. Enviar ao VetLab o mais rápido possível. Refrigerar imediatamente (2°-8°C). Obs: Para se fazer análise bacteriologia é importante que não haja nenhuma contaminação da amostra. Nunca colher com swab, pois inviabiliza a contagem de colônias.

Comentários: Os resultados dos exames de EAS e urocultura deverão ser concordantes. Em algumas situações isso não ocorre:

1) Piúria presente com urocultura negativa:

-limpeza prévia da genitália com antissepticos em excesso. Deve-se recomendar limpeza com água e sabão.

-presença de bactérias que não crescem em meios comuns de cultura (bacilos de Koch, Mycoplasmas ou anaeróbias).

-É bom salientar que o paciente não deve começar a tomar antibióticos antes da coleta da urina. Existe sempre a possibilidade do antibiótico não ser forte o suficiente para acabar com a infecção urinária, mas ser eficaz para impedir o crescimento das bactérias no meio de cultura, levando a um resultado falso-negativo da urocultura.

2) Urocultura positiva com piúria negativa :

-material para cultura colhido sem a devida precaução de assepsia

- urina muito diluída com número baixo de piócitos e um número de bactérias significativo de infecção do trato urinário.

-reações infecciosas no trato urinário , sem levar a liberação de grande número de piócitos

Prazo: 4 dias.

Código: 45

 

Infecções bacterianas do sistema urogenital são as mais frequentes dentre as encontradas na prática de pequenos animais. Estima-se que 14% dos cães irão desenvolver infecção do trato urinário (ITU) em alguma fase da vida e, cinco a 10% dos cães hospitalizados apresentam esta afecção, a despeito da razão para a sua admissão.

As principais bactérias responsáveis pelos episódios de ITU em cães e gatos são: Escherichia coli, Proteus, Klebsiella, Enterobacter, Pseudomonas, Staphylococcus, Streptococcus e Enterococcus, sendo que, dentre estas, a E. coli é a mais prevalente.

Existem vários tipos de antibióticos, cada um com uma atividade específica.

Para que a droga usada tenha a eficácia que se pretende, é necessário conhecimento de alguns critérios. Os principais pontos a serem seguidos são:

a) Conhecimento do agente etiológico.

b) Boa tolerância pelo animal, não possuindo efeito imunodepressor.

c) Ação e efeito antimicrobiano seletivo.

d) Manutenção dos seus efeitos bactericidas, sem chances para a bactéria desenvolver resistência.

e) Amplo espectro de ação do antibiótico.

f) Sensibilidade do microrganismo à droga. (Deve-se usar o Antibiograma para se obter essa informação).

g) Atoxidade para o organismo animal.

h) Ação bactericida preferencialmente

i) Alta concentração da droga no local da infecção.

j) Ser excretado ou metabolizado regularmente pelo organismo.

l) Baixo custo de produção e facilidade de aquisição.

Ampicilina e amoxicilina são bactericidas e relativamente não tóxicos, com um espectro de atividade anti-bacteriana maior do que a Penicilina G. Eles possuem uma excelente atividade contra estafilococos, estreptococos, enterococos, e Proteus, e podem atingir concentrações urinárias elevadas o suficiente para serem eficazes contra E. coli e Klebsiella. Pseudomonas e Enterobacter são resistentes. Absorção de ampicilina é também afetada pela alimentação.

Amoxicilina com ácido clavulânico tem uma maior atividade contra bactérias gram-negativas, devido à presença do ácido clavulânico. Essa combinação geralmente tem uma atividade excelente contra β-lactamase dos estafilococos, E. coli, e Klebsiella. Pseudomonas e Enterobacter permanecem resistentes. No entanto, o ácido clavulânico sofre metabolismo e excreção hepáticas, assim a atividade antimicrobiana na bexiga pode ser devido às elevadas concentrações de amoxicilina alcançados na urina. Apesar de um resultado de sensibilidade desfavorável para a amoxicilina, clinicamente, pode ser tão eficaz quanto a amoxicilina com ácido clavulânico no tratamento da ITU.

Enrofloxacina, ciprofloxacina, difloxacina, norfloxacina e marbofloxacina são todos fluorquinolonas aprovados para ITU em cães, embora todos sejam usados ​​em gatos, apenas alguns são aprovados para este uso. Todas as fluorquinolonas têm uma excelente atividade contra estafilococos e bactérias gram-negativas, mas pode ter uma atividade variável contra estreptococos e enterococos. Eles são uns dos poucos antimicrobianos administrados por via oral com eficácia contra Pseudomonas. Portanto, as fluorquinolonas devem ser reservadas para ITU que envolve bactérias gram-negativas, especialmente de Pseudomonas e, por ITU em cães machos intactos devido ao seu excelente penetração na glândula da próstata e da atividade em abcessos. Uma vez que as Pseudomonas spp tornam-se resistentes às fluorquinolonas, não existem outras opções terapêuticas que são convenientes para o proprietário.

Gentamicina, amicacina e os outros aminoglicosídeos possuem excreção renal, eliminando o agente na sua forma ativa. A ocorrência de nefropatia pode provocar níveis altos de aminoglicosídios na circulação, favorecendo a toxicidade. Devem ser considerados para tratamento hospitalar quando o microorganismo for resistente as quinolonas.

Nitrofurantoína é um derivado nitrofurânico utilizado especificamente para tratamento das infecções urinárias, principalmente em cães. As bactérias usualmente sensíveis a este antimicrobiano são a Escherichia coli, Staphylococcus spp., Streptococcus spp. e Enterobacter spp. Porém,É usado para infecções causadas por E. coli, enterococos, estafilococos, Klebsiella, e Enterobacter.

As tetraciclinas são antimicrobianos de largo espetro, mas por causa da resistência mediada pelos plasmídeos, a susceptibilidade é variável para estafilococos, enterococos, Enterobacter, E. coli, Klebsiella e Proteus. Na maioria dos tecidos, Pseudomonas spp são resistentes. No entanto, as tetraciclinas são excretadas inalteradas na urina, as concentrações urinárias tão elevadas podem resultar em efeito terapêutico. A doxiciclina é uma tetraciclina muito solúvel em lipídeos, é mais bem tolerada em gatos e atinge concentrações terapêuticas na próstata, mas é eliminada na bílis e excretado diretamente para dentro do intestino, não sendo útil para a maior parte das ITU.

Cotrimoxazol é uma combinação de duas drogas muito diferentes que agem sinergicamente em diferentes passos na via do ácido fólico bacteriana. Trimetoprim é uma droga, bacteriostática que tem um elevado volume de distribuição e eliminação de meia-vida curta, enquanto que as sulfonamidas são bacteriostáticos, com um volume médio de distribuição e longas semi-vidas. Embora a combinação faz penetrar a barreira sangue-próstata, medicamentos de sulfa são ineficazes na matéria purulenta. A combinação de TMP / sulfa é sinérgica e bactericida contra os estafilococos, os estreptococos, E. coli, e Proteus. Atividade contra enterococos e Klebsiella é variável e Pseudomonas é resistente. TMP / sulfas estão associados a um número de efeitos adversos, e a terapia de baixa dose crônica pode resultar na supressão da medula óssea e ceratoconjuntivite seca em cães

A cefalexina, o cefadroxil, e a cefradina são cefalosporinas absorvíveis por via oral, possuem espectro, potência de ação e farmacodinâmica semelhantes. Caracterizam-se por sua excelente absorção por via oral, ligando-se pouco às proteínas plasmáticas, em torno de 10 a 15%; são eliminadas por via renal, tanto por filtração glomerular como por secreção tubular. A cefalexina não é metabolizada, e mais de 90% da droga é eliminada na urina.

A cefoxitina, assim como outras cefalosporinas de segunda geração, possui amplo espectro de ação, devido à resistência à inativação por betalactamases produzidas por germes gram-positivos e gram-negativos. Possui uma ação excelente contra Staphylococcus intermedius, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pasteurella multocida, anaeróbios obrigatórios e Streptococcus b-hemolíticos, sua atividade contra Proteus mirabilis é entre boa a excelente, e a eficácia contra Bordetella bronchiseptica é razoável. A cefoxitina apresenta uma meia-vida de aproximadamente 60 minutos, liga-se a proteínas plasmáticas em cerca de 65%, não sofre metabolização e é eliminada por via renal de modo inalterado dentro de 6 a 12 horas. Nos pacientes com insuficiência renal moderada o intervalo recomendado é de 12 horas, enquanto que nos pacientes com insuficiência renal grave o intervalo entre as doses deve ser de 24 horas.

As cefalosporinas da terceira geração são menos ativas contra bactérias gram-positivas e anaeróbios, ou seja, as cefalosporinas de primeira e segunda gerações mostram-se mais efetivas contra cocos gram-positivos. Os antibióticos pertencentes a este grupo caracterizam-se por apresentar elevada atividade contra bactérias gram-negativas, inclusive as resistentes às cefalosporinas da primeira e da segunda gerações. Apresentam grande estabilidade frente às beta-lactamases, não sendo inativadas por grande número destas enzimas produzidas por bactérias gram-negativas.

O ceftiofur é extensamente metabolizado no fígado e seus metabólitos são excretados inativos na urina e nas fezes.

A ceftazidima apresenta uma meia-vida de 1,8 horas e sua ligação a proteínas plasmáticas é baixa, em torno de 17%. Não sofre metabolização hepática, eliminando-se por filtração glomerular (80 a 90% da droga administrada). Em pacientes com insuficiência renal a dose e a dosagem devem sofrer ajustes.

A ceftriaxona é eliminada pela urina (de 40% a 65% sobre a forma intacta de ceftriaxona) e o resto pela bílis.

O imipenem é um beta-lactâmico com propriedades gerais similares aos demais componentes do grupo, mas com a vantagem de atuar bem sobre determinadas bactérias de difícil combate, como por exemplo, Pseudomonas aeruginosa. É eficiente numa ampla gama de agentes, mas tem sido reservado para o combate de infecções hospitalares produzidas por vários agentes simultaneamente. Comercialmente, vem sempre associado a um composto denominado cilastatina, que aumenta sua concentração renal, permitindo sua utilização no tratamento de infecções urinárias. É uma droga cara.

A droga não é absorvida pelo trato gastrointestinal, devendo ser administrada pelas vias endovenosa ou intramuscular. A distribuição é ampla, mas não atravessa a barreira hematoecefálica. Cerca de 75% da droga administrada é excretada pela urina e os restantes 25% através de um território extra-renal ainda não definido.