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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames

Creatinina

Material: Soro ou plasma (EDTA ou Fluoreto) 0,5ml. Estabilidade: TA - 7 dias; R - 7 dias; C - 3 meses

Condições de coleta: Jejum de 4 horas.

Interpretação: Produto de descarboxilação da creatina-fosfato, usada na contração de músculo esquelético. Sua excreção é realizada apenas pela via renal, desta forma este é o melhor marcador da função renal. Quando ocorre uma redução no filtrado glomerular aumenta os níveis de creatinina no soro. Um animal com um maior desenvolvimento muscular ou uma desidratação podem levar a aumento da creatinina sérica.

Estágios da Insuficiência Renal segundo a IRIS

Estágio I da DRC define-se por estado não azotêmico, mas há alguma alteração renal presente, tal como inabilidade renal de concentração urinária, proteinúria renal e alterações renais ao exame de imagem e de biópsia. Sem sinais e sintomas clínicos.

Estágio II caracteriza-se pela presença de discreta azotemia em avaliações seriadas (creatinina sérica entre 1,4mg dL e 2,0mg dL para cães e de 1,6mg dL a 2,8mg dL-1 para gatos). Sem sinais e sintomas clínicos.Porém podem apresentar perda de peso e apetite seletivo; contudo, na presença de complicações da DRC, tais como pielonefrite e nefrolitíase, as manifestações clínicas podem se tornar mais evidentes (POLZIN et al., 2005).

Estágio III é definido pela presença de azotemia em grau moderado (creatinina sérica entre 2,1mg dL e 5,0mg dL para cães e de 2,9mg dL a 5,0mg dL para gatos). O paciente poderá apresentar manifestações sistêmicas da perda de função renal. Progressão da DRC.

Estágio IV caracteriza-se pela azotemia severa (creatinina sérica superior a 5,0mg dL para cães e gatos). Perda da função renal que pode estar relacionada à falência renal e apresentar diversas manifestações sistêmicas da uremia como, por exemplo, alterações gastrintestinais, neuromusculares ou cardiovasculares.

Método: Enzimático Trinder - recomendado pela International Renal Interest Society (IRIS).

Prazo: mesmo dia.

Código: 407

 

 

Creatinina plasmática em cães: Principais erros na interpretação

Qual é o significado de um aumento na concentração plasmática de creatinina?

A concentração de creatinina é geralmente interpretada apenas do ponto de vista da eliminação renal, isto é, a creatinina plasmática aumenta quando há diminui da função renal, mas a hipercreatininemia moderada pode também ser explicada por:

-Produção muscular elevada de creatinina, especialmente em raças de cães com grande massa muscular;

-Redução do volume de fluido extracelular, por exemplo, desidratação, pode aumentar a concentração plasmática de creatinina consideravelmente;

-A absorção intestinal de creatinina exógena. 

 Quais são as condições ideais de análise?

 Soro e plasma: as concentrações de creatinina são similares no soro e no plasma.

Interferências analíticas: Hemólise não tem efeito sobre creatininemia. Se o ensaio é baseado na reação colorimétrica de Jaffé (ainda largamente utilizados em laboratórios de humanos, mas não na prática veterinária), as concentrações elevadas de bilirrubina, lipídios e glicose podem interferir com creatininemia e conduzem a resultados errados. As cefalosporinas podem aumentar os valores de creatinina no plasma determinados pelo método colorimétrico em até 50%. (o VetLab utiliza a técnica enzimática)

 Que fatores fisiológicos afetam a concentração de creatinina?

 Idade: aumenta a creatininemia durante o crescimento do filhote. No cão geriátrico saudável, a creatinina plasmática é semelhante à observada em adultos jovens.

Peso corporal: Nenhuma relação clara é aparente, mas grande massa muscular pode explicar a concentração de creatinina moderadamente elevados de plasma. Em contraste, a atrofia muscular em caquexia pode diminuir os valores de creatinina no plasma.

Tempo de amostragem: Sem variação em creatininemia durante todo o dia em cães é conhecido (mas considere possíveis efeitos de refeições).

Exercício: O exercício pode aumentar a concentração plasmática de creatinina nos galgos (cerca de 20% nos 60 minutos após o exercício).

Alimentação: A ingestão de alimentos é uma causa potencial da variação da concentração de creatinina. Aumento de creatinina no plasma (até 50%) pode ser observada uma a quatro horas após uma refeição, especialmente quando  carne cozida é utilizada. Este aumento é explicado pela absorção intestinal de creatinina exógena gerada a partir de creatina muscular durante a cozedura.

 Creatinina é sensível o suficiente para detectar a disfunção renal?

 Sim, mas algumas limitações devem ser mantidas em mente:

A relação entre a creatinina e a Taxa de filtração glomerular (TFG) é curvilínea, o que significa que a TFG pode diminuir rapidamente nos estágios iniciais de insuficiência renal, sem grandes aumentos na creatinina plasmática (ou variações somente dentro do intervalo de referência e, portanto, potencialmente considerado clinicamente irrelevante), e, por contrário, creatinina plasmática pode aumentar drasticamente nos últimos estágios, com descidas ainda modestos em TFG.

A concentração plasmática de creatinina pode ser interpretada de duas maneiras diferentes:

1. Comparação de um valor único e isolado a partir de um determinado cão para o intervalo de referência. Esta abordagem é frequentemente a única disponível, mas não é o ideal. Intervalos de referência têm sido geralmente mal definidos em um número limitado de animais e pode variar muito entre os países e ensaios. Hipercreatininemia identificada a partir de uma única amostra não significa necessariamente que a disfunção renal está presente, mas certamente indica a necessidade de outros exames (EAS, PU/CU, etc) a fim de avaliar a função renal e doença.

2. Comparação do valor obtido em um determinado momento em um determinado cão para outro valor obtido no mesmo cão em um momento anterior. Se as condições são padronizadas (mesma técnica, cão em jejum, etc), esta é provavelmente a melhor maneira de monitorar a função renal ao longo do tempo. Um aumento ou uma diminuição de creatinina geralmente indica uma diminuição ou um aumento da função renal, respectivamente. Esta abordagem é particularmente recomendada em animais com insuficiência renal ou para detectar precocemente efeitos nefrotóxicos de drogas. Determinação da concentração de creatinina plasmática deve ser realizada como parte de qualquer programa de monitoramento de rotina no cão.

Hervé Lefebvre, Department of Physiology and Pharmacology,National Veterinary School, Toulouse, France, and  David Watson, Department of Veterinary Clinical Sciences, The University of Sydney, Australia. 2001