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Vetlab - Laboratórios conveniados - Manual de exames
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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames
Perfil Tríade Felina (Colangite com pancreatite e doença inflamatória intestinal)
Material: 2,0 ml de soro, 1,0 mL de sangue total em EDTA e fezes frescas.
Condições de coleta: Jejum de 4 horas.
Exames realizados: Hemograma completo, AST, ALT, Fosfatase Alcalina, Gama GT, Proteína e Frações, Cobalamina, Lipase Específica felina, Coprológico com citologia, Lactoferritina fecal e Alfa 1 antitripsina fecal
Prazo: 7 dias.

Causas e demais fatores agravantes
A anatomia do sistema hepatobiliar felino é notável e distinta, porque, na maioria dos gatos, os ductos pancreáticos e biliares se unem para formar um ducto final comum que desemboca no duodeno. Essa estreita comunicação entre o fígado, o pâncreas e o duodeno é um dos fatores que supostamente predispõe os gatos à inflamação concomitante nesses três órgãos.
Outro fator é representado pela colonização bacteriana muito elevada do duodeno felino, um único episódio de vômito causado pelo acometimento de apenas um órgão pode provocar refluxo de secreções duodenais e, consequentemente, permitir a entrada de bactérias no fígado e no pâncreas.

Doença Inflamatória Intestinal
A etiologia da enteropatia inflamatória é muito complexa e a resposta final envolve muitos fatores inflamatórios.
Embora seja uma doença supostamente multifatorial, considera-se que o principal mecanismo na doença inflamatória seja uma resposta imune inadequada a antígenos alimentares ou bacterianos apresentados à mucosa gastrintestinal. A infiltração celular resultante (inflamação) gera alterações da mucosa (p. ex., embotamento/atrofia das vilosidades, hipertrofia das criptas), culminando em má-digestão e má-absorção.

Colangite
Embora a terminologia prévia para esse grupo de doenças fosse colangio-hepatite, o grupo de estudo do fígado da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA, Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais) sugeriu que o termo colangite seja mais apropriado, pois se trata principalmente de uma doença da árvore biliar. Ocorrem duas principais formas de doença inflamatória: a forma neutrofílica (previamente descrita como supurativa) e a forma linfocítica (anteriormente referida como linfoplasmocitária ou não supurativa). A primeira versão é aquela que costuma ser considerada como parte do complexo da tríade felina, com uma infiltração, como o próprio nome sugere, principalmente de neutrófilos. Acredita-se que essa forma resulte de uma infecção bacteriana ascendente vinda do trato intestinal. Na segunda forma, o infiltrado é predominantemente linfocítico com plasmócitos; apesar de pouco compreendida, supõe-se que a etiologia seja imunomediada ou, possivelmente, resulte de uma colangite neutrofílica crônica.

Pancreatite
A forma crônica de pancreatite é muito mais comumente observada em gatos, além de ser a forma reconhecida no complexo da tríade felina. Acredita-se que a etiologia da pancreatite seja imunomediada, embora uma infecção bacteriana ascendente também possa ser a causa em alguns casos. Em geral, a inflamação presente na pancreatite crônica é principalmente linfocítica, sendo comum a constatação de fibrose e atrofia acinar.

Manifestações clínicas
Embora a tríade felina envolva diferentes órgãos, os sinais clínicos podem sugerir o distúrbio em um único órgão. Sinais gastrintestinais (como vômitos e diarreia) estão frequentemente presentes. A pancreatite crônica em gatos é tipicamente silenciosa ou produz alterações muito sutis; por isso, a maioria dos casos de tríade felina exibirá sinais compatíveis com enteropatia inflamatória ou colangite (ou ambas simultaneamente).
Os sinais comuns de enteropatia inflamatória são vômito e diarreia crônicos, acompanhados muitas vezes por perda de peso. Tipicamente, os gatos de meia-idade a idosos são acometidos, embora animais de até 1 ano de idade já tenham sido diagnosticados. Dessa forma, a idade não deve ser utilizada como um fator isolado para descartar a doença. Os sinais podem ser leves a graves; além disso, uma apresentação aguda também é possível, porém menos frequente.
Embora os gatos com colangite possam se apresentar com os mesmos sinais da enteropatia inflamatória, a icterícia é uma característica indicativa da doença e, com frequência, o motivo para a consulta veterinária. Os sinais clínicos podem variar entre as formas neutrofílica e linfocítica, embora eles frequentemente se sobreponham.
Conforme já foi dito, a pancreatite crônica em gatos costuma ser uma doença silenciosa ou se apresenta com sinais muito leves ou inespecíficos (anorexia, letargia). Vale lembrar que (ao contrário dos cães) o vômito não é o achado clínico mais comum na pancreatite felina, sendo que apenas cerca de um terço dos gatos se apresenta com esse sinal. A pancreatite crônica pode levar à insuficiência pancreática exócrina (IPE) e, com isso, achados como fezes volumosas, perda de peso e apetite voraz também podem ser observados.
Em suma, a tríade pode incluir qualquer um dos sinais clínicos descritos anteriormente e sempre deve ser considerada como um possível diagnóstico diferencial nos casos em que um gato que apresentar perda de peso crônica, vômito, diarreia ou icterícia.