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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames

Mormo - Exame realizado com acreditação 17025

Material: 1,0 ml de soro. As amostras de soro destinadas para exame de AIE (Anemia Infecciosa Equina) e/ou Mormo devem vir acompanhadas de requisição de exames preenchida em todos os campos por medico veterinário responsável pela coleta. O modelo para requisição com todos os itens exigidos em lei esta disponível no site: www.vetlaboratoio.com.br. O carimbo e a assinatura do veterinário deve constar nas 2 vias. Só serão aceitos exames com as 2 vias preenchidas. Ter atenção no preenchimento da resenha gráfica e descritiva. (preencher as duas), pois em caso de animal positivo ou ingresso em exposições, esta resenha é o elemento de identificação do animal perante aos órgãos oficiais.

Informações gerais: O médico veterinário para requisitar exame de AIE deverá estar inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária da respectiva UF e para Mormo o médico veterinário deverá ser também habilitado. Considera-se médico veterinário habilitado o profissional devidamente registrado no respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária e que tenha sido aprovado em capacitação específica sobre o PNSE oferecida e organizada pelo Serviço Veterinário Oficial. A responsabilidade legal pela veracidade e fidelidade das informações prestadas na requisição é do medico veterinário requisitante.

O resultado do exame para diagnostico laboratorial será emitido no relatório de ensaios. Quando positivo, o resultado do exame para diagnostico laboratorial será encaminhado, imediatamente, ao SSA da DFA da UF onde se encontra o animal reagente e, eventualmente, para outro destino por ele determinado. 

O resultado negativo será encaminhado ao médico veterinário requisitante.

A validade do resultado negativo para o exame laboratorial da A.I.E. será de 180 (cento e oitenta) dias para propriedade controlada (enviar cópia do certificado da propriedade) e de 60 (sessenta) dias para os demais casos, a contar da data da colheita da amostra.

É facultado ao proprietário do animal requerer exame de contraprova. A contraprova deverá ser solicitada ao SSA da DFA da respectiva UF, no prazo máximo de 8 (oito) dias, contados a partir do recebimento da notificação do resultado. 

O reteste será realizado em laboratório oficial, com amostra colhida pelo serviço oficial, para fins de perícia. 

Em caso de resultado positivo e havendo decisão do proprietário em requerer contraprova ou reteste, o animal deverá permanecer isolado após o recebimento do resultado positivo no primeiro exame até a classificação final, quando serão adotadas as medidas preconizadas.

Prazo:  2 dias úteis

Formas de coleta:

Coleta a vácuo

1. Rosquear a agulha no adaptador. Retirar a capa protetora da agulha somente no momento da punção; 

2. Realizar antissepsia do local escolhido para punção, passar algodão embebido em álcool a 70%, na direção do pelo; 

3. Retirar a capa da agulha e fazer o garrote; 

4. Puncionar a veia; 

5. Introduzir o tubo no adaptador, pressionando-o até o limite; 

6. Esperar o sangue parar de fluir para dentro do tubo, só então retirar o tubo, assegurando a devida proporção sangue/anticoagulante; 

7. Soltar o garrote e só depois retirar o tubo e em seguida a agulha; 

8. Separar a agulha do adaptador e descartá-la em recipiente para perfuro-cortantes. 

Coleta com seringa

1. Encaixar a agulha na seringa, sem retirar a capa protetora. Certificar-se de que a agulha esteja bem encaixada; 

2. Movimentar o êmbolo da seringa (para frente e para trás) para retirar o ar; 

3. Fazer a antissepsia do local escolhido para punção; passar algodão embebido em álcool a 70%, na direção do pelo; 

4. Retirar a capa da agulha e fazer o garrote;

5. Introduzir a agulha na veia e puxar o êmbolo da seringa 

lentamente, para que o sangue possa fluir; 

6. Colher aproximadamente 10 mL de sangue;

7. Soltar o garrote após a venopunção; 

8. Separar a agulha da seringa. Descartar a agulha em recipiente para perfuro-cortantes.

Lembre-se: Nunca reencapar as agulhas. 

9. Transferir o sangue da seringa para um tubo de ensaio com ou sem anticoagulante. Para evitar hemólise, o sangue deve fluir lentamente pela parede do tubo; 

10. Descartar a seringa em saco plástico apropriado ou no mesmo recipiente em que foi descartada a agulha. 

Como evitar hemólise

• Antes de iniciar a punção, deixar que o álcool utilizado na antissepsia seque.

• Evitar usar agulhas de menor calibre.

• Não colher sangue de área com hematoma ou equimose. 

• Em colheitas de sangue a vácuo, puncionar a veia do animal com o bisel voltado para cima. Perfurar a veia com a agulha em um ângulo oblíquo de inserção, de 30 graus ou menos. Esse procedimento visa a prevenir o choque direto do sangue na parede do tubo, o que pode hemolisar a amostra, e também a evitar o refluxo do sangue do tubo para a veia do animal. Esperar o sangue parar de fluir para dentro do tubo, antes de trocar o tubo por outro, assegurando a devida proporção sangue/ anticoagulante.

• Em colheitas com seringa, verificar se a agulha está bem adaptada, a fim de evitar a formação de espuma; não puxar o êmbolo da seringa com muita força. Descartar a agulha, passar o sangue, fazendo-o deslizar cuidadosamente pela parede do tubo e cuidando para que não haja contaminação do bico da seringa com o anticoagulante ou ativador de coágulo contido no tubo.

• Não espetar a agulha na tampa do tubo, para transferência do sangue da seringa para o tubo, porque pode ocorrer uma pressão positiva, o que provoca, além da hemólise, o deslocamento da rolha do tubo.

 • O sangue colhido não deve ficar exposto a temperaturas muito elevadas ou mesmo exposição direta à luz, para evitar hemólise e/ou degradação.

• O sangue total nunca deve ser congelado, se necessário estocar, manter refrigerado, lembrando que deverá chegar no laboratório dentro de 48 horas. 

• O soro poderá ser congelado a - 20°C. Nunca congelar soro com coágulo em tubo sem gel separador.

• Não deixar o sangue em contato direto com gelo.

• Não centrifugar a amostra de sangue em tubo para obtenção de soro antes do término da retração do coágulo, pois a formação do coágulo ainda não está completa, podendo levar à ruptura celular.

• Quando utilizar um tubo primário com gel separador, a separação (centrifugação) do soro deve ser efetuada dentro de no mínimo 30 minutos e no máximo 2 horas após a colheita.

• Tubos com gel separador não podem ser centrifugados em baixas temperaturas, uma vez que as propriedades de fluxo do gel relacionam-se com a temperatura. A formação da barreira de gel pode ser comprometida caso o tubo seja resfriado antes ou durante a centrifugação. 

• Não usar o freio da centrífuga com o intuito de interromper subitamente a centrifugação dos tubos, pois esta brusca interrupção pode provocar hemólise.

Critério de rejeição de amostra: Amostra sem identificação, amostra sem formulários de requisição ou com os campos em branco ou incompletos, com rasuras ou ilegíveis, amostra com hemólise acentuada.

Condições de coleta: Jejum não obrigatório. O soro pode ser armazenado por até 8 dias entre 2 e 8 graus. O sangue total deve ser enviado ao VetLab no mesmo dia.