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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames

Vitamina E

Material: 2,0 ml de soro.

Condições de coleta: Jejum de 8 horas.

Outros laboratórios: Coletar do animal em jejum de 8 horas e centrifugar e congelar em tubo âmbar o mais rápido possível.

Método: HPLC

Prazo: 10 dias

Código: 789


O acetato de tocoferol (vitamina E) e o selênio são essenciais para várias funções do organismo como: crescimento, reprodução, funcionamento do sistema imune e manutenção da integridade dos tecidos. A deficiência desses nutrientes pode resultar em alteração e degeneração dos tecidos.


A doença do neurônio motor em equinos é uma enfermidade caracterizada patologicamente por degeneração e necrose de neurônios, principalmente os da medula espinhal. Embora os mecanismos etiológicos não sejam conhecidos, estudos experimentais apontam que a doença se trata de uma lesão neuronal oxidativa e que uma deficiência crônica de vitamina E em combinação a outros fatores contribui para o desenvolvimento dessa doença.

Cavalos de todas as idades são acometidos, mas no geral adultos com idade média de 9 anos. Várias raças são afetadas, no entanto aparentemente há uma predominância em Quarto de Milha. Na fase aguda o quadro clínico é caracterizado por fraqueza geral, fasciculação, tremores musculares e sudorese, intensificados no animal durante exercícios leves, incoordenação motora com passos curtos e alteração frequente no apoio dos membros posteriores, o que progressivamente leva ao decúbito. Também pode ser observado uma tendência em agrupar os membros posteriores e anteriores em termos de aprumo. Na fase crônica ocorre intenso emagrecimento devido a atrofia muscular progressiva que em um período alguns meses, pode levar o animal a morte.

O diagnóstico baseia-se no histórico e achados clínicos. Uma avaliação clínica sobretudo na fase aguda da doença irá possibilitar a identificação dos casos suspeitos. Casos agudos devem ser diferenciados de cólica, laminite, miosite, botulismo, e mieloencealite protozoária equina (EPM). Ataxia não é observada na DNME, entretanto podem ser observadas atrofia neurogênica severa e contração do músculo sacrocaudal dorso medial, na base da cauda.

São realizadas biópsias musculares onde nas amostras dos animais acometidos vê-se degeneração neuromuscular com características de atrofia neurogênica. Os resultados dos exames bioquímicos demonstram alterações nos níveis de CPK e AST e da proteína do líquido cefalorraquidiano. Pode ser observado ainda em alguns casos alterações nas bilirrubinas, fosfatase alcalina e nos níveis séricos de alguns eletrólitos.

Como controle e profilaxia da doença é desejável que todos os cavalos sejam rotineiramente testados para se verificar a concentração de vitamina E no sangue.


Mieloencefalopatia degenerativa equina (MDE), parte do grupo das distrofias neuroaxonais, é uma desordem do sistema nervoso central de origem desconhecida que tem sido associada à deficiência de vitamina E, e que afeta cavalos jovens com idades variando de 2 meses a 3 anos.


As miopatias são relativamente comuns na espécie equina e no passado receberam nomes como: "mal da segunda-feira", azotúria, mioglobinúria paralítica, rabdomiólise e tying up. Atualmente sabe-se que as mesmas manifestações clínicas são comuns a diferentes etiologias, sendo classificadas em três grandes grupos: não associadas ao exercício, associadas ao exercício e devido alteração da condução elétrica do sarcolema.

O grupo das miopatias não associadas ao exercício inclui as de causa nutricional (deficiência de vitamina E e Se).

Miodegeneração nutricional, também conhecida como distrofia muscular nutricional, miodegeneração distrófica, miodistrofia nutricional ou doença do músculo branco, é uma afecção hiperaguda, aguda ou subaguda da musculatura estriada cardíaca e/ou esquelética causada pela deficiência de selênio (Se) e ocasionalmente vitamina E (tocoferol).

A miopatia nutricional ocorre mais comumente em equinos criados sob manejo extensivo estando assim, sujeitos à deficiência de vitamina E e Selênio. Plantas de rápido crescimento e/ou cultivadas em solos repetidamente adubados com fertilizantes contendo enxofre, ácidos, com altas concentrações de ferro tendem a ter baixas concentrações de Se. Assim como rações peletizadas podem ser deficientes nesses dois antioxidantes (Vitamina E e Se).