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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames

Perfil Renal 

Material: 1,0 ml de soro.

Condições de coleta: Jejum de 4 horas.

Exames realizados: Uréia, Creatinina, Fósforo, Cálcio ionizável, Sódio, Potássio

Prazo: Mesmo dia.

 

Perfil Renal Completo

Material: 1,0 ml de soro + 5ml de Urina.

Condições de coleta: Jejum de 4 horas.

Exames realizados: Uréia, Creatinina, Fósforo, Albumina, Cálcio ionizável, Sódio, Potássio, SDMA, EAS + PU/CU + Urocultura

 Diagnóstico precoce da doença renal; SDMA tem a melhor relação com a taxa de filtração glomerular!

De acordo com um estudo recente realizado em 32 gatos idosos saudáveis por pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon um biomarcador recém-descoberto pode fornecer detecção precoce da doença renal crônica.
O estudo mostrou que o biomarcador, chamado SDMA (Dimetilarginina simétrica) é a melhor maneira de medir a função renal em gatos mais velhos. Este novo biomarcador identifica o aparecimento da doença renal em uma média de 17 meses antes do teste padrão para esta doença, que mede os níveis de creatinina no soro.
A creatina surge da proteína muscular, mas dado que à medida que envelhecem, na maioria dos gatos perdem massa magra do corpo, os níveis de creatina podem aparecer normais.
• SDMA é mais sensível e específico que a creatinina para diagnóstico e monitoramento da IR.
• Dá ao veterinário a oportunidade de alterar o curso da doença renal e aumentar a expectativa de vida de seus pacientes.
• Pode ser usado para monitorar e avaliar o tratamento da doença renal.
• É realizado pelo VetLab com exclusividade no Brasil.
. Mais do que 75% da função renal deve estar perdida antes de haver aumento de uréia e creatinina. A SDMA aumenta quando menos de 50% da função renal está comprometida.
.SDMA não sofre interferências comuns de ocorrer na creatinina como massa muscular e alimentação.
O Veterinário não precisa esperar pelos sinais clínicos de azotemia antes de diagnosticar uma doença renal. Você pode detectar uma doença renal antes que seus pacientes se tornem azotemicos. SDMA, por ser um teste quantitativo, te dá à possibilidade de monitorar o curso da doença e avaliar a resposta do animal ao tratamento.
Os sinais de doença renal são vagos, inespecíficos e podem ser difíceis de identificar antes que o animal se torne azotemico.
• Um diagnóstico precoce de doença renal garante uma melhor qualidade de vida e um melhor prognóstico para seu paciente.
• O proprietário pode verificar a eficiência do tratamento através de monitoramentos sequenciais da SDMA.
Perguntas e respostas
-Qual é o significado de um aumento na concentração plasmática de creatinina?
A concentração de creatinina é geralmente interpretada apenas do ponto de vista da eliminação renal, isto é, a creatinina plasmática aumenta quando há diminui da função renal, mas a hipercreatininemia moderada pode também ser explicada por:
-Produção muscular elevada de creatinina, especialmente em raças de cães com grande massa muscular- a produção muscular não altera a SDMA;
-A absorção intestinal de creatinina exógena – isso não ocorre com SDMA.
Interferências analíticas: Hemólise não tem efeito sobre SDMA, mas pode alterar significativamente o valor da creatinina, dependendo do método utilizado. Se o ensaio é baseado na reação colorimétrica de Jaffé (ainda largamente utilizados na maioria dos laboratórios, mas não no VetLab), as concentrações elevadas de bilirrubina, lipídios e glicose podem interferir com creatininemia e conduzem a resultados errados. As cefalosporinas podem aumentar os valores de creatinina no plasma determinados pelo método colorimétrico em até 50%. (o VetLab utiliza a técnica enzimática). A SDMA não sofre interferência destes fatores.
Que fatores fisiológicos afetam a concentração de creatinina?
Peso corporal: Nenhuma relação clara é aparente, mas grande massa muscular pode explicar a concentração de creatinina moderadamente elevados de plasma. Em contraste, a atrofia muscular em caquexia pode diminuir os valores de creatinina no plasma. A SDMA não é alterada pela massa muscular.
Alimentação: A ingestão de alimentos é uma causa potencial da variação da concentração de creatinina. Aumento de creatinina no plasma (até 50%) pode ser observado uma a quatro horas após uma refeição, especialmente quando carne cozida é utilizada. Este aumento é explicado pela absorção intestinal de creatinina exógena gerada a partir de creatina muscular durante a cozedura. Isso não ocorre quando se analisa a SDMA.
Creatinina é sensível o suficiente para detectar a disfunção renal?
Sim, mas algumas limitações devem ser mantidas em mente:
A relação entre a creatinina e a Taxa de filtração glomerular (TFG) é curvilínea, o que significa que a TFG pode diminuir rapidamente nos estágios iniciais de insuficiência renal, sem grandes aumentos na creatinina plasmática (ou variações somente dentro do intervalo de referência e, portanto, potencialmente considerado clinicamente irrelevante), e, por contrário, creatinina plasmática pode aumentar drasticamente nos últimos estágios, com descidas ainda modestos em TFG. A SDMA possui uma melhor correlação com a taxa de função glomerular.
A concentração plasmática de creatinina pode ser interpretada de duas maneiras diferentes:
1. Comparação de um valor único e isolado a partir de um determinado cão para o intervalo de referência. Esta abordagem é frequentemente a única disponível, mas não é o ideal. Intervalos de referência têm sido geralmente mal definidos em um número limitado de animais e pode variar muito entre os países e ensaios. Hipercreatininemia identificada a partir de uma única amostra não significa necessariamente que a disfunção renal está presente, mas certamente indica a necessidade de outros exames (SDMA, EAS, PU/CU, etc) a fim de avaliar a função renal e doença.
2. Comparação do valor obtido em um determinado momento em um determinado cão para outro valor obtido no mesmo cão em um momento anterior. Se as condições são padronizadas (mesma técnica, cão em jejum, etc), esta é provavelmente a melhor maneira de monitorar a função renal ao longo do tempo. Um aumento ou uma diminuição de creatinina geralmente indica uma diminuição ou um aumento da função renal, respectivamente. Esta abordagem é particularmente recomendada em animais com insuficiência renal ou para detectar precocemente efeitos nefrotóxicos de drogas. Determinação da concentração de creatinina plasmática deve ser realizada como parte de qualquer programa de monitoramento de rotina no cão.

 

QUADRO 1 – Estágios da DRC em cães e gatos

Grupos de risco                                                         

Cães

Gatos

Estágio I

<1.4

<1.6

Animal não-azotêmico

Algumas anormalidades renais presentes, por exemplo, capacidade de concentração urinária diminuída sem identificação de causas extrarrenais; palpação renal anormal e/ou alterações renais observadas no exame de imagem; proteinúria persistente de origem renal; alterações observadas na biópsia renal com elevação progressiva dos níveis de creatinina; Presença de hipertensão e/ou proteinúria

Estágio II

1.4 - 2.0

1.6 - 2.8

Azotemia renal discreta

Sinais clínicos discretos ou ausentes.

Extremidade inferior do intervalo encontra-se dentro do intervalo de referência para muitos laboratórios, mas a baixa sensibilidade da creatinina como teste de triagem sugere que os animais com valores de creatinina perto do limite superior da normalidade, muitas vezes possuem falha na excreção

Estágio III

2.1 - 5.0

2.9 – 5.0

Azotemia renal moderada

Sinais clínicos de uremia podem estar presentes

Estágio IV

>5.0

>5.0

Azotemia renal grave

Sinais clínicos referentes ao quadro de síndrome urêmica

 

Prazo: 4 dias.